O que se sabe sobre a "adultização" e erotização infantil?
O comportamento prematuro de atividades e modelos de conduta do adulto, bem como a exteriorização forçada de uma sexualidade que não condiz com o desenvolvimento da infância, leva a um fim precoce desta fase, que seria a base para a formação da personalidade ao longo da vida da criança. Conceitualmente, erotização pode ser considerada o ato ou efeito de erotizar-se, enquanto a adultização seria um processo de antecipar o fim da infância. A importância do brincar e da imaginação na infância, quando substituídas por atividades, pensamentos e comportamentos que levam à adultização, produzem um vazio afetivo-emocional, muitas vezes irreversível, prejudicando o futuro desenvolvimento da adolescência e na fase adulta. Nesse contexto, na atualidade, verifica-se cada vez mais um fenômeno desenfreado que leva à infância a um processo de adultização e erotização, com resultados muito prejudiciais na socialização, seja pela influência das mídias ou pelas famílias que não fazem o real discernimento da informação, negligenciando com comportamentos inadequados e hábitos pouco saudáveis ao produzir a dissociação da personalidade.
Nos problemas mais graves, levam a neuroses e transtornos específicos na infância ou ainda a prática da pedofilia. Ademais, o sistema dominante e políticas públicas que deveriam realizar um programa de profilaxia na área da saúde e educação desde a base da infância, muitas vezes se apresentam incapazes e até imprudentes, invertendo valores e inviabilizando a prática preventiva, educacional que traria o desenvolvimento da saúde física e psíquica da infância.

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